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Nova antologia do conto russo
Uma seleção
2011
PT
Os contos aqui reunidos integram a Nova antologia do conto russo (1792-1998), que tem organização, apresentação e notas de Bruno Barretto Gomide, traduções de Arlete Cavaliere, Aurora Fornoni Bernardini, Boris Schnaiderman, Cecília Rosas, Daniela Mountian, Denise Sales, Fátima Bianchi, Graziela Schneider, Lucas Simone, Mário Ramos, Moissei Mountian, Natalia Marcelli de Carvalho, Nivaldo dos Santos, Noé Silva e Yulia Mikaelyan, e traz quarenta contos de quarenta autores (São Paulo,...
2023
PT
O romance "O Diabo Mesquinho", de Fiódor Sologub (1863-1927), escrito na passagem do século XIX para o XX, foi traduzido diretamente do russo, numa publicação inédita no Brasil. A obra conta as peripécias de Ardalión Boríssytch Peredónov, um professor do ginásio de uma pequena província russa do fim do século XIX que busca uma esposa para alcançar o sonhado posto de inspetor. Numa série de intrigas e confusões, alimentadas por seus incorrigíveis circunvizinhos, o maldoso Peredónov passa a ...
- Traduzido por
- Moissei MountianDaniela Mountian
2011
PT
Fiódor Kuzmitch Tetiérnikov (1863-1927), conhecido como Fiódor Sologub, foi um expoente do simbolismo russo — que deve ser entendido não como uma corrente estética delimitada, mas como um movimento cultural de imenso alcance na Rússia de começos do século XX, através de suas releituras e reconstruções metafísicas e filosóficas da tradição literária nacional. Sologub ao mesmo tempo margeou e influiu poderosamente nesse movimento, sobretudo com uma das obras-chave do período, o romance O...
2023
PT
Em "O bom Stálin" (2004), Víktor Eroféiev narra sua "infância soviética feliz" sendo filho de um funcionário do alto escalão. Além de colaborador de Stálin e Mólotov, seu pai foi conselheiro cultural na embaixada russa em Paris e lá circulou entre festas e artistas, como Pablo Picasso, Simone Signoret e Yves Montand, que fascinavam o jovem narrador. Conforme vai crescendo, o narrador se vê dividido entre Paris e Moscou, entre o amor que sente pelo pai e a aversão que tem por um colaborador...
- Traduzido por
- Daniela MountianMoissei Mountian
2026
PT
A mala (Tchemodan, 1986), livro que consagrou o nome de Serguei Dovlátov (1941–1990) como um dos principais escritores russos do século XX, faz uma viagem pelo tempo através da mala que ele levou consigo ao deixar a União Soviética (1978). Se em Parque Cultural, o autor-narrador hesita em partir de seu país natal e em O ofício já vive como um emigrado, em A mala ele desfaz a bagagem de recordações de sua Rússia particular. Cada objeto da mala define uma parte do enredo — de um cinto de ofi...
As pessoas que leram estes também gostaram
- Traduzido por
- Denise Sales
2011
PT
Este conto de Vladímir Galaktiónovitch Korolienko (1853-1921) é um pequeno favorito das primeiras antologias de literatura russa publicadas mundo afora. Boa parte dessa fama se deve à conturbada biografia do autor, envolvido com agitação política, prisões e exílios na Sibéria, de cujo povo e natureza extraiu material para muitos de seus contos. “O sonho de Makar”, de 1885, pertence a esse conjunto de histórias siberianas publicadas ao longo das décadas de 1880 e 1910. Korolienko é hoje ass...
- Traduzido por
- Denise SalesGraziela Schneider
2011
PT
Poucas cidades têm uma mitologia tão complexa quanto São Petersburgo-Petrogrado-Leningrado. Este conto de 1924, “O caça-ratos”, é a contribuição de Aleksandr Stiepánovitch Grin (abreviação de Grinevski, 1880-1932) à imagem da Petrogrado fantasmagórica, derruída e zoológica que se sobrepôs, no período pós-revolucionário, à extensa tradição fantástica da urbe. Nascido em um arrabalde da cidade de Viatka, Grin passou, “gorkianamente”, por diversos empregos e bicos. Foi preso mais de uma vez p...
- Traduzido por
- Cecília Rosas
2011
PT
Dotado de uma capacidade ímpar de recriar gêneros literários ocidentais, o cosmopolita Aleksandr Serguêievitch Púchkin (1799-1837) nunca viajou para a Europa — e nos dois aspectos possui semelhanças com Machado de Assis, com quem compartilha também o proverbial “salto” de qualidade em relação à respectiva produção literária nacional existente até então. Essa “arquiraposa” do século XIX (segundo Isaiah Berlin), e o mais nacional dos escritores russos, justamente porque internacional (e vice...
- Traduzido por
- Nivaldo dos Santos
2011
PT
Leonid Nikoláievitch Andrêiev (1871-1919) suscitou um autêntico furor na sociedade russa com este “O abismo”, de 1902 (e outros contos da mesma época, como “Na neblina”), em que recessos psicológicos dostoievskianos, hiperestesia decadentista e temas sexuais finisseculares aparecem numa síntese bombástica. Sofia Andrêievna, esposa de Tolstói, chegou a escrever uma carta de protesto ao jornal em que foram publicados. E o próprio Lev Tolstói dizia de Andrêiev: “ele tenta me assustar, mas eu ...
- Traduzido por
- Lucas Simone
2011
PT
Aleksandr Ivánovitch Kuprin (1870-1938) também figurou com destaque nas primeiras antologias de contos russos publicadas no ocidente, especialmente pelo caráter filantrópico e humanitário bem ou mal atribuído a suas obras. Sua reputação dentro da Rússia era igualmente alta, e ele disputava a palma da popularidade com nomes hoje mais conhecidos, como Górki e Andrêiev. Juntamente com estes dois escritores, somados a Búnin, Kuprin fez parte do grupo Znânie (Conhecimento), uma associa...
- Traduzido por
- Natalia Marcelli de CarvalhoFátima Bianchi
2011
PT
Nikolai Mikháilovitch Karamzin (1766-1826) foi a figura cultural russa mais destacada na virada do século XVIII para o XIX. Em meio a uma produção alentada, que inclui poesia, traduções e relatos de viagem, da lavra de Karamzin saíram os dois primeiros best sellers em prosa do país: uma fundamental história da Rússia (História do Estado russo, publicada entre 1818 e 1826) e este “Pobre Liza”, de 1792. Ambos enraizaram-se profundamente na imaginação russa e foram citados d...
- Traduzido por
- Graziela Schneider
2011
PT
Ivan Alekséievitch Búnin (1870-1953) escreveu poesia, romances e memórias, mas o gênero conto se mostrou o mais favorável para seu talento. Manifestamente filiado à tradição do realismo do século XIX (sobretudo Tolstói e Tchekhov), Búnin, malgré lui, possui diversos pontos de contato com a prosa modernista. Em raros momentos da literatura russa, natureza, morte, acaso e amor foram compactados com tamanha perfeição em pequenas narrativas da transitoriedade. Em vez do onipresente “U...











